Amarelo de Riqueza

Quem ai tá ansioso para o jogo de amanhã, sexta-feira? Qual placar você acha que vai terminar o jogo Brasil X Costa Rica? Eu sou muito ruim em dar chute para placar de jogo, só sei que to esperando a vitória do nosso país para ficar mais perto da classificação, né!?

Enquanto isso, o assunto aqui não é futebol, mas tem o AMARELO da nossa bandeira! Já viu o post com todos os livros com capa AZUL que já fiz resenha no canal? Se não, é só clicar aqui.

Em bora lá? Já sabe: se quiser saber mais sobre algum livro, é só dar play 😉

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Conflitos em “Querida Mamãe”

Querida Mamãe, filme estrelado por Letícia Sabatella e Selma Egrei, e dirigido por Jeremias Moreira Filho, conta a história de Heloísa. Médica, casada, tem uma filha, porém não está contente. O relacionamento com a mãe, Ruth, não é bom e o casamento está indo de mal à pior. A profissão não é o que ela gosta, mas se esforça, já que foi o que escolheu fazer.

O filme aborda muitos temas cotidianos e que são mais comuns do que se imagina. O primeiro e principal deles é a autoestima da personagem principal. Essa já se foi faz tempo. Ela não se cuida, vive para o trabalho, já não tem mais relações com o marido e sempre acha que tudo está errado com ela. Depois que acontece o divórcio e ela se relaciona com outra pessoa, isso não muda. Muito pelo contrário: isso se agrava. Afinal, uma vez que ela não se gosta, que ela não se tem em alta conta, é comum que coloque todas as expectativas em outra pessoa, alguém que ela acredita que a fará feliz, quando na verdade, essa felicidade deveria ser responsabilidade dela.

Outro assunto importante tratado no filme é a Homossexualidade. O gatilho para o fim do casamento de Heloísa é o envolvimento com Leda, uma paciente atendida no hospital em que ela trabalha. Depois da alta, a paciente pede para que a médica vá até seu ateliê para posar para um quadro. O fato de alguém tê-la notado e ver sua beleza, faz com que Helô se anime um pouco e até se apaixone pela pintora. As duas começam a viver um romance que não é aceito pela mãe de Heloísa, e que é descoberto pela filha, Priscila, mas também não recebido muito bem.

Esses conflitos são apenas circunstâncias que levam ao tema maior do filme: o relacionamento mãe e filha. No filme, Heloísa não se sente amada pela mãe e carece de uma atenção que aparentemente não foi concedida durante toda a infância. Por isso, em tudo o que ela faz, ela aguarda a aprovação da mãe, e quando essa não vem da maneira esperada, a personagem se frustra, acumulando mais decepções. O mesmo problema ocorre com a filha de Heloísa. Mãe e filha não são próximas, não existe diálogo, nem nenhum tipo de tentativa de aproximação. Isso faz muita falta no momento que acontece o divórcio e a entrada de uma outra pessoa na vida de Heloísa. Priscila, sua filha, quase implora para que a mãe converse com ela, conte o que está acontecendo, e além disso, escute o que a filha não sabe que precisa dizer, mas precisa.

Relacionamentos entre mãe e filha, em sua maioria, não são fáceis. É uma mulher formando outra mulher. Quando os problemas comuns no sexo feminino não são bem resolvidos com a mãe, a filha aprende e pode carregar isso junto com ela. Autoestima, amor próprio, senso de felicidade e todas essas coisas que só dependem da própria pessoa em questão, são aprendidos com o tempo, e se isso já for enraizado e mostrado desde pequena para a menina, é muito mais fácil que ela possa lidar com isso quando chegar à fase adulta. Mas, para isso, a figura da mãe é essencial. Sem ela ou com ela, porém com esses mesmos problemas, esse processo é mais dolorido.

Em um bate papo ao final da sessão, o diretor do filme, Jeremias Moreira Filho, expôs que o filme não foi bem avaliado pela crítica, enquanto todos os expectadores que estavam ali tinha gostado do filme. Sem contar com os outros fatores de ser um filme brasileiro, contar com o preconceito do público e com a má distribuição pelos cinemas do Brasil. Não é entendível como a crítica avalia mal um filme que agrada o público. Porém, para o diretor, o importante está em quem assiste, em quem sai do cinema satisfeito com o que viu. E isso acontece com Querida Mamãe. É muito fácil que o expectador se identifique, que se reconheça nos conflitos, que se sensibilize, e porque não, se emocione.

O Azul de Nossa Bandeira

Já começamos a Copa do Mundo e eu sou o tipo que torce de Verde, Amarelo e Azul meeeeeesmo 💚💛💙 Visto a camisa e toco as cornetas 🇧🇷

Para entrar no clima, vamos colocar livros no meio dessa torcida toda? Ou sou só eu que vivo com o livro embaixo do braço pra assistir no intervalos dos jogos?

Começando com a cor azul da nossa torcida, aqui está uma listinha com os vídeos de resenhas de todos os livros que já resenhei lá no canal que tenham CAPA AZUL 💙 Bora lá?

https://youtu.be/E9bD1MwekjY

Sol da Meia Noite {Vídeo}

No ano passado, a estreia especial para a Semana dos Namorados foi um filme sensível, envolvendo uma doença rara e um amor libertador {https://goo.gl/WZaFG2}. Para esse ano, a aposta é bem parecida.

Em Sol da Meia Noite, Katie, 17 anos, é portadora de uma doença rara que a impede de ter contato com o sol.

Quer saber mais sobre? É só dar play 😉

Mia Saunders e a lição das caixinhas

Estou lendo A Garota do Calendário. Comecei em Janeiro, segui certinho até Abril, depois li Maio só quando chegou Junho. To bem fora de época, além de estar atrasada, já que essa série já está fazendo aniversário.

E alguém percebeu que o blog tá meio abandonadinho? Não queria que isso acontecesse, por isso estou aqui. Aos pouquinhos volto a criar conteúdo por aqui.

Então vamos ao que interessa??

Resumindo a série, Mia Saunders sonha em ser atriz, mas vive sozinha com o pai, que se perdeu em jogos de azar e tem uma dívida enorme com o ex-namorado de Mia. Por isso, encontra-se em coma em um hospital, ainda recebendo ameaças caso a dívida não seja paga. E Garota ainda se vira como pode para bancar a irmã, Maddy, na universidade, fazendo de tudo para que nada lhe falte. Sem saber o que fazer para dar conta de tudo, Mia aceita a proposta de sua tia, Millie, e começa a trabalhar de acompanhante. São cerca de 20 dias com cada um dos clientes, um cliente por mês, ganhando 100 mil dólares cada, sem necessariamente ter relações sexuais com eles.

Caso você não tenha começado a série, CUIDADO: contém spoilers ou informações que você não entenda!

Em Maio, Mia está indo para o Havaí, ser modelo de uma campanha de biquini. Até então, ela já passou por quatro clientes, e transou com dois deles.

Vamos falar do primeiro. Weston. O primeiro homem de quem ela foi acompanhante. O cara com quem ela começou a se divertir e achar que esse um ano trabalhando para pagar uma dívida não seria tão ruim assim, muito pelo contrário, seria bom até demais. Eles viraram amigos… coloridos… amantes… sei lá como descrever essa relação! Mas ele mexe com ela, e já até pediu para que ela ficasse com eles, tipo, PARA SEMPRE, pagando a dívida e ajudando a família dela.

Mas, não! Mesmo estando à beira de admitir que estava apaixonada, ela colocou na cabeça que ela precisa terminar esse ano, precisa pagar a dívida, pagar os estudos de sua irmã, e só então pensará em si mesma, se apaixonar ou algo do tipo. Enquanto isso, ela encontra um modelo muito gostoso, e passa um mês transando enlouquecidamente com ele.

Alguém pode me explicar COMO? Como é possível pegar um sentimento tão intenso, colocar numa caixinha e seguir a vida? Como colocar um cara que foi mais que especial, que existe envolvimento emocional, deixa-lo em um cantinho do coração esperando o momento certo, enquanto isso faz sexo com outro cara?

Acredito eu que se tivéssemos homens tão gostosos quanto os clientes da Mia, ficaria bem difícil negar noites de prazer. Mas, só eu sou boba suficiente para não conseguir me envolver sexualmente com alguém tendo outra pessoal em mente? Rola aquelas comparações, e um é melhor que o outro em algo…

Na verdade, acredito que pessoas como eu tenham problema de fechar caixinhas. O que é isso? Cada pessoa, cada relacionamento, cara área da nossa vida, estão divididas em caixinhas no nosso cérebro. No caso da Mia, a caixinha aberta é a da dívida e da irmã, então, só o que importa é trabalhar. Enquanto isso, mesmo que ela tenha aberto a caixinha do primeiro cliente, ela coloca todo o sentimento que tem por ele lá dentro, e vai para o próximo. Pode ser, que depois de resolvida e fechada a caixinha das coisas que tem para resolver, ela volte a abrir aquela que ficou mal resolvida. Por hora, ela vai resolvendo cada caixinha que abre por vez.

Só me falta aprender a fazer o mesmo…