Melhor Casting em “João, o Maestro”

joão, o maestro

Gênero: Comédia, Fantasia (Livre)

Duração: 1h56min

Direção: Mauro Lima

Personagens

João Carlos Martins: Alexandre Nero

João Carlos Marins (criança): Davi Campolongo

João Carlos Martins (jovem): Rodrigo Pandolfo

Sandra (esposa de João): Fernanda Nobre

José Kliass (professor de João): Caco Ciocler

 

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O Destino em “Malsartes e o Duelo com a Morte”

malasartes e o duelo com a morte

Gênero: Comédia, Fantasia (Livre)

Duração: 1h50min

Direção: Paulo Morelli

Personagens

Pedro Malasartes: Jesuíta Barbosa

Áurea: Ísis Valverde

Irmão da Áurea (Próspero): Milhem Cortaz

Morte: Júlio Andrade

Assistente  da Morte (Esculápio): Leandro Hassum

“Chefe” da área de destinos (Cortadeira): Vera Holtz

Baby Driver, ou traduzido, “Em Ritmo de Fuga”

Uma mistura de “Velozes e Furiosos”, “Duro de Matar” e “Cantando na Chuva”, o filme começa com o trio de criminosos de sucesso em um assalto ao banco. O protagonista, Baby (Ansel Elgort) tem a simples missão de esperar, observar, acelerar e sumir. Para isso, ele não larga de seu iPod e óculos escuros. Porém, ele não se resume em um criminoso.

Rosto de criança, um trauma de infância e o exótico hobby de transformar conversas normais em música é a vida de Baby. O crime é para pagar alguma divida que não fica clara no filme e que o mantém refém do chefão. Porém, são nas cenas de ação que, nós que estamos na sala de cinema, ficamos tensos e eletrizados.

A parte bonitinha do filme fica por conta do romance do protagonista com a garçonete Debora (Lily James), objeto de proteção e onde ele coloca suas expectativas de um futuro longe do crime. Contudo, será o motivo das cenas mais tensas e que me deixaram com as mãos vermelhas de segurar os braços da poltrona, enquanto torcia para que ele se desse bem – aquele tradicional sentimento que nutrimos por mocinhos.

E o que falar da trilha sonora? É ela quem rege toda a narrativa e que dá o movimento para as cenas, junto com os movimentos de câmera que são o “tchã” do filme – e que fazem os expectadores vibrarem.

Foi só sair da sala de cinema, eu liguei para o meu namorado e pedi: “promete que vai imaginar e cumprir todas as loucuras possíveis e impossíveis comigo?”. Logo em seguida, eu já queria abrir o app do Spotify e achar a melhor playlist para a viagem de carro do próximo fim de semana que nem existia – e não aconteceria.

Particularmente, filmes como esse, que inspiram e motivam, de alguma forma, causam mais efeito (e geram mais bilheteria) do que – talvez – mega produções que sejam apenas bonitas de se ver. Segundo muitos críticos, esse é um filme com falha de ritmo (contraditório, não!?), mas para aquele tipo de pessoa otimista e disposto a se entregar para o filme, ele é incrível e motivador.

“Soundtrack” – um filme branco

Quando vi o trailer pela primeira vez, fiquei em dúvida se era um filme nacional ou não. Uma vez que o protagonista é Selton Melo, e conta com a participação de Seu Jorge. Porém, esse mesmo trailer é intrigante suficiente para me fazer ir ao cinema às 21h45 de um dia frio.

Cris (Selton Melo) é um fotógrafo que pretende fazer uma exposição de selfies tiradas enquanto ele ouve músicas diferentes, para que o expectador tenha sensações diferentes, como as do fotografo enquanto as ouvia. Para isso, ele escolhe uma base científica no Polo Norte, onde conhece o botânico brasileiro Cao (Seu Jorge), o britânico especialista em aquecimento global Mark (Ralph Ineson), o biólogo chinês Huang (Thomas Channhing) e o pesquisador dinamarquês Rafnar (Lukas Loughran).

Na ânsia por fazer arte e fazer bem o trabalho que se propôs, Cris várias vezes se coloca em situações de risco no gelo. Para os companheiros de base, isso é loucura e inútil, fazendo com que todas essas vezes eles tenham que se preocupar com o fotógrafo.

Na sala de cinema, eu senti mais frio do que fora do shopping. A tela branca em quase todo o filme e o cenário de gelo transmitem essa sensação. De que tudo é frio e vazio. Propositalmente, imagino eu. Já que – como Selton Melo está acostumado a fazer – o filme tem uma narrativa reflexiva e dramática. Captei mensagens de afinidade e o que nos motiva a isso, porque nos preocupamos com os outros, porque e à que somos sensíveis. Um território neutro, como o Polo, sem interferência de cultura, traz a sensação de vazio. Não sei se para  que nossa mente seja preenchida com outras coisas ou para que seja esvaziada do que estamos acostumados.

É difícil definir a temática central desse filme, ao menos pra mim. É pessoal. De cada um que está disposto a assistir e ter a sensação de frio o tempo todo. Mas, quando à produção do filme, fique tranquilo. Essa eu garanto que etá incrível.