Nostalgia dos “Meus 15 Anos”

Beatriz de Souza, ou simplesmente Bia (Larissa Manoela) é aquele tipo de garota comum do Ensino Médio. Nada popular, tímida, nerd, “bv” e que tem um melhor amigo, no caso, o Bruno (Daniel Botelho). Foi criada pelo pai Edu (Rafael Infante), toca ukulele e não tem grandes planos para seu aniversário de 15 anos.

Até que o shopping da cidade promove um sorteio de uma mega festa de 15 anos, e o Edu preenche uma ficha para a Bia. Não! Ela não queria, mas foi ela quem ganhou.

Todos os preparativos e o enredo do longa é certeiro para despertar a nostalgia em qualquer uma que já passou por essa fase, tendo tido ou não essa grande festa. Levando em consideração o público infantil e pré-adolescente, envolve aquele primeiro amor, primeiro beijo, amizades e decepções. Tem também um show da Anitta! 

Um clichê adolescente? Sim! Mas daqueles de amolecer qualquer coraçãozinho.

A Perfeita Heroína da DC

Não venha para os cinemas com seus preconceitos e desmerecimentos. Se você é daqueles que acha que feminismo e empoderamento são balela, nem perca seu tempo. E se vai só pra ver mais um filme de super-herói, não gaste esse filme à toa.

Com a primeira heroínas nas telonas, a DC acertou nesse filme. Não só no elenco, mas nos gêneros, no roteiro, em tudo!!

Tudo começa na Ilha de Themyscira, onde foram “escondidas” as amazonas que treinam por tradições dos deuses. É lá que Diana é criada e onde anseia por ser treinada, mas sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) não permite. Porém, sua tia, a General Antíope (Robin Wrigth) trata de realizar o desejo da menina às escondidas, mas que será determinante nos futuros confrontos.

O encontro com o mundo real se dá quando um avião cai no mar que circunda a ilha, trazendo o Capitão Steve Travor (Chris Pine), que contará sobre a guerra que acontece fora das ilusórias muralhas da ilha. Acreditando ser o Deus da Guerra, Diana Prince (Gal Gadot) deixa o que foi seu lar para viajar com o capitão até Londres, onde se depara com a Primeira Guerra Mundial.

Não é necessário, em momento nenhum, que a heroína se empodere com declarações. São as atitudes e o comportamento que entregam esse poder à personagem. Em cenas cheias de homens “de poder”, é ela quem define os conflitos.

O cômico fica por conta do choque de cultura que Diana sofre ao se deparar, primeiramente, com um homem, ser nunca antes visto, e posteriormente com a civilização.

Ah! E também não espere um conflito nítido de protagonista x antagonista, ou herói x vilão. Trata-se de uma história se origem e surgimento de um herói.

Mulheres, fartem-se! Empoderem-se! Deleitem-se! Esse filme é pra nós (só não sei se é direta ou indiretamente)!

Em Junho, nos cinemas

Já era maio!! Vamos falar das estreias de junho?? Vamos já separa o dindin dos ingressos? Vamos enlouquecer com um mês que tem estreia pra todos os gostos (inclusive pra levar a namorada…)?

Obs: as datas de estreia podem sofrer alterações. Então, fica ligado no site topaziocinemas.com ou no app Topázio Cinemas (no App Store ou no Google Play).

01/06

Mulher Maravilha

Amor.com


08/06

A Múmia


15/06

Baywatch

Tudo e Todas as Coisas

Um Tio Quase Perfeito


22/06

Divórcio

Meus 15 Anos

O Círculo


29/06

Meu Malvado Favorito 3

Gostosas, Lindas e Sexies

Junte os maiores alvos de preconceito em um único filme e terá um quase fracasso nacional. Estou falando de “Gostosas, Lindas e Sexies”. Aaaah, sobre o preconceito? Me acompanha.

Beatriz (Caroline Figueiredo) é uma jornalista e escritora, que trabalha em uma revista de vida saudável, sonha em escrever um romance e mora com um cara muito gato e gostoso. Só tem um “problema”: ela é gorda. Por isso, é provocada diariamente por duas colegas de trabalho magérrimas e uma geladeira viado.

Marilu (Mariana Xavier) não tem um emprego definido. Já fez de tudo nessa vida. E sexo nunca lhe falta. Desde motorista da amiga até seu aluno de inglês, sua cama é sempre frequentada. Além disso, ela tem um segredo que guarda em uma porta lacrada em sua casa.

Ivone (Cacau Protássio) é dona de um império de franquia de salões de beleza. Tem dois filhos pra quem não pode contar quem é o pai. Sexo? Já faz um bom tempo que ela não sabe o que é isso.

Tânia (Lyv Ziese) tenta a vida de atriz enquanto é traída pelo marido, por quem é apaixonada e dedicada.

As quatro são super amigas e não ligam de sustentar os elogios de “gordas” e tudo o que pode acompanhar o título. Filme nacional e sem mulher gostosa tirando a roupa. Entendeu o porquê de tanto preconceito e do quase fracasso?

O longa fala de fidelidade, fala de amizade sincera, de parceria, de felicidade plena e do que realmente vale a pena nessa vida. Não importa o quão clichê possa ser o fato de gordas terem alta autoestima, tem conteúdo motivador mas, infelizmente, nosso público não quer ver isso.

Em 3D, “O Rei Arthur” é incrível

E o prêmio de efeitos especiais vai para…? O 3D de “O Rei Arthur”.

Uther Pendrago (Eric Bana), rei de Camelot, é assassinado pelo irmão, Vortigern (Jude Law), na frente do filho e herdeiro, Arthur (Charlie Hunnam). Esse é criado por prostitutas numa cidade chamada Londonium, aprende a se virar sozinho, tirar vantagem das pequenas injustiças e eventualidades do cotidiado, e ainda é treinado para lutar. Aos 30 anos, se vê pela primeira vez diante da Escalibur, no teste de tirar a espada da rocha.

Cheio de efeitos especiais que fazem alusão à outros heróis já conhecidos das telonas e ainda à outras histórias, o filme é muito mais real se assistido em 3D. #ficaadica

Mas, como sempre, se você não ficar incomodado com algumas coisas que eu fiquei, minha missão não foi cumprida. Perante nosso cenário nacional, mundial (e o meu municipal – diga-se de passagem), olhar para o personagem Vortigern e não ver a sede de poder escorrendo por seus olhos é impossível. No roteiro, esse é o tipo de homem que entregaria tudo o que tem de mais valor na vida por poder, por ter tudo em suas mãos. Algumas cenas em que isso fica claro, eu me assustei mesmo. Pensar que pessoas em nosso mundo real tomam atitudes como as dele é mais assustador ainda. 

O que me confortou foram atitudes totalmente contrárias do próprio protagonista. Arthur assumiu atitudes contrárias às do vilão de forma que o espectador entenda que (assim como já falei em O Dia Do Atentado) só se destroi ódio com o Amor.